Senado lança livro Carlos Castello Branco - O Jornalista do Brasil
Da Redação | 09/05/2007, 20h59
O senador Adelmir Santana (DEM-DF) afirmou, por ocasião do lançamento do livro Carlos Castello Branco - O Jornalista do Brasil, na Biblioteca Luiz Viana Filho, nesta quarta-feira (9), que o Senado quis fazer uma homenagem ao jornalista e aos políticos ao editar o livro. Isso porque a Coluna do Castello, assinada pelo jornalista por mais de 20 anos no Jornal do Brasil, orientou, segundo ele, a vida política do país.
- Estamos registrando aí coisas que não saíam na Coluna do Castello - afirmou Adelmir Santana, em referência à censura no período da ditadura militar no Brasil.
Já o cineasta e professor de cinema da Universidade de Brasília (UnB), Pedro Jorge, afirmou que "Castelinho tinha na cabeça histórias que o Brasil desconhecia". Isso, segundo ele, foi o que motivou a filmagem da série de entrevistas de Castelinho com o jornalista Carlos Chagas, também professor da Faculdade de Jornalismo da UnB. Foi um ano defilmagens, guardadas por 15 anos, e que resultaram no livro, lançado agora.
-O livro vai encontrar o Castelinho convivendo com a ditadura, sendo ele o porta-voz da liberdade de pensamento - disse Pedro Jorge, ao resumir os tópicos tratados pelo livro que, aborda ainda a trajetória de vida do jornalista do Piauí, passando por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília.
Carlos Chagas recordou uma ocasião em que o então presidente Castello Branco teria feito uma brincadeira com o jornalista homônimo sobre uma notícia publicada em um jornal uruguaio, que colocava Castelinho como filho do presidente. Em tom sério, relata Carlos Chagas, Castelinho disse ao marechal presidente que o jornal estrangeiro o qualificara como "o maior colunista do Brasil, filho do ditador de plantão".
O senador peemedebista Pedro Simon (RS), que pretende ler o livro até a madrugada desta quinta-feira (10) afirmou que não poderia haver melhor parceria que a dos jornalistas Carlos Castello Branco, então no JB, e Carlos Chagas, então no O Estado de S. Paulo, ambos capazes de "furar o cerco da ditadura".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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