Serys diz que narcotráfico funciona como Estado paralelo

Da Redação | 20/04/2007, 11h46

 A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse, em discurso na sessão plenária na sexta-feira (20), que Cuiabá também é uma cidade com altos índices de violência e insegurança pública e que o narcotráfico firmou-se como uma espécie de Estado paralelo no país. Para a senadora, a segurança pública é um problema de todo o Brasil e não apenas de um partido, e o combate à violência precisa de várias ações de governos estaduais, municipais e federal, além de recursos orçamentários.

Ao registrar os 288 anos da fundação de Cuiabá, a senadora disse que a capital de Mato Grosso está cada dia mais pujante, com possibilidade de trabalho e oportunidades para as pessoas que ali vivem, mas, ao mesmo tempo, com o evento do narcotráfico no país, sua população se queixa do problema da violência.

Segundo pesquisa do Instituto Vetor, citada por Serys, 47,6% dos chefes de família da cidade citaram a segurança pública como o item que gera mais insatisfação na capital do estado. Nessa mesma pesquisa, 59,6% dos habitantes avaliaram negativamente a segurança pública na região.

Segundo Serys, "os assaltos se multiplicam por todos os lados, acontecem seqüestros relâmpagos, roubos de carros e invasões de residências".

- É uma situação que reclama por respostas imediatas e concretas por parte das autoridades públicas. Nesse sentido, assumo aqui o compromisso de buscar, junto às autoridades do Ministério da Justiça, junto ao companheiro Tarso Genro, [...], um ministro altamente compromissado com os interesses do nosso povo, novos investimentos para que o Estado esteja cada vez mais presente, respondendo aos reclamos de quem vive e trabalha em Cuiabá - disse Serys.

PAC

A senadora também abordou questões relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em seu estado, tais como construção e reformas de rodovias federais, muitas ainda sem asfalto, como a que liga Mato Grosso ao Pará; duplicação de trechos, que ajudarão no escoamento da produção agrícola; e de ferrovias. Há também, segundo Serys, hidrovias, como a Paraguaia-Paraná, que estão incluídas no PAC, assim como projetos na área de logística e energia elétrica para o estado.

Serys disse que Mato Grosso está "bem contemplado" em termos de projetos dentro do PAC. Na área social e urbana, citou os setores de habitação e saneamento básico, um dos grandes problemas do estado, particularmente devido ao Pantanal.

Sobre um projeto que está tramitando na Assembléia Legislativa para delimitar o Pantanal, a senadora ressalvou que a proposta não será suficiente se os rios do entorno continuarem sendo depositários de dejetos naquela região. Toda a população ribeirinha, observou, deverá ser alertada sobre essa questão.

A representante do Mato Grosso também defendeu projeto de resolução de sua autoria que institui, no âmbito do Senado, o programa Carbono Zero, destinado a neutralizar, total ou parcialmente, as emissões de carbono geradas em todas as dependências da Casa. A senadora disse que a iniciativa pode fazer do Senado um exemplo para o Brasil e para outros países que já promovem ações voltadas para minimizar os efeitos da emissão de gás carbônico na atmosfera.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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