Azeredo comemora expansão da capacidade de produção da Usiminas

Da Redação | 17/04/2007, 17h58

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) anunciou, nesta terça-feira (17), que o Conselho Administrativo da siderúrgica mineira Usiminas aprovou investimentos da ordem de US$ 2 bilhões na usina de Ipatinga, o que fará com que sua capacidade de produção seja ampliada para 2,2 milhões de toneladas de aço por ano.

O parlamentar citou uma série de dados para comprovar a importância da siderurgia para a economia do estado e, conseqüentemente, do país. Ele informou, primeiramente, que o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro, de R$ 191,1 bilhões, corresponde a cerca de 10% do nacional; 45,38% desses R$ 191,1 bilhões, segundo Azeredo, correspondem ao setor industrial, dos quais 27,94% cabem à indústria de transformação. Ele lembrou que Minas concentra 35% da produção brasileira de aço e participa com 22% no valor da produção extrativa mineral brasileira. Os dados são da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

- Não há dúvidas de que a siderurgia em Minas Gerais cumpre a importância que para ela foi delineada. De projeto regional foi convertida, como se pensava, em projeto nacional, articulando interesses regionais aos nacionais - destacou.

Azeredo também tratou da importância do Programa Minas Comunica, do governo do estado, que prevê investimentos de R$ 180 milhões para estender a cobertura de telefonia celular para todas as cidades do estado até o final de 2008. Ele explicou que o programa é uma espécie de parceria público-privada (PPP), cujo contrato está sendo assinado nesta terça-feira.

Segundo ele, o montante investido pelo estado virá do recém-criado Fundo para Universalização do Acesso a Serviços de Telecomunicações em Minas Gerais (Fundomic), formado com recursos do Tesouro Estadual. Para ele, Minas dá o exemplo ao governo federal.

- A criação do Fundomic seguiu os mesmos princípios da implantação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicação (Fust). A enorme diferença é que os R$ 5 bilhões já acumulados pelo Fust estão parados, auxiliando na manutenção do superávit primário e retardando cada vez mais a inclusão digital - disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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