Arthur Virgílio promete rigor no Exame do PAC
Da Redação | 08/02/2007, 19h50
O líder do PSDB no Senado,Arthur Virgílio (AM) , disse que o partido não se negará a votar a favor de pontos positivos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas que analisará com rigor as prováveis conseqüências das medidas, a fim de rejeitar o que for negativo. Essa atitude seria uma demonstração de que, embora na oposição, o partido não está torcendo contra o governo.
- Queremos um debate civilizado. Por exemplo: estamos estudando com muita atenção a utilização dos recursos do FGTS em investimentos de risco - avisou o oposicionista.
Entre os aspectos positivos, Virgílio citou a discussão de uma nova lei de concorrências;a constatação de que o Brasil precisa investir em infra-estrutura; e a iniciativa de aprovar uma lei para as agências reguladoras, embora, neste caso, o senador considere "muito ruim" o projeto que tramita na Câmara dos Deputados.
Com relação aos pontos negativos, o líder do PSDB mencionou o que chamou de "viés estatista e estatizante", que estaria expresso na retomada do controle do Estado "sobre todo o setor de energia". Virgílio observou também que dos cerca de R$ 500 bilhões previstos para investimentos, só R$ 66 bilhões estão garantidos, provenientes do Estado.
- Para que o setor privado invista, é preciso mais segurança jurídica - advertiu o senador, que de antemão disse rejeitar qualquer projeto que aumente a carga tributária.
Em resposta a aparte do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que chamou a atenção para os indicadores macroeconômicos favoráveis, como a queda na inflação e o aumento nas reservas, Virgílio atribuiu boa parte do quadro favorável exibido pelo atual governo à continuação das políticas do governo Fernando Henrique e a "reformas que amadureceram".
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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