Comissão ouve Arcanjo em Cuiabá e presidente da Febrabingo em Brasília, nesta terça
Da Redação | 05/05/2006, 16h40
A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos colhe, nesta terça-feira (9), os depoimentos de João Arcanjo Ribeiro, o "comendador", e do presidente da Federação Brasileira de Bingos (Febrabingo), Carlos Eduardo Canto.
Arcanjo será interrogado por uma subcomissão da CPI composta pelos senadores Romeu Tuma (PFL-SP), Wellington Salgado (PMDB-MG), Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS), Sibá Machado (PT-AC) e Leomar Quintanilha (PSDB-SC). Às 9 hs da terça (9), o grupo encontrará, em Cuiabá, com o juiz federal Marco Alves Tavares, na sede da Justiça Federal do Mato Grosso. De lá, prosseguem para a Penitenciária Regional Pascoal Ramos, onde devem chegar às 10h30 para tomarem o depoimento do "comendador".
Apontado como chefe do crime organizado em Mato Grosso, Arcanjo está condenado a 37 anos de prisão por homicídio, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, e é suspeito de ter participado da trama que culminou com o assassinato do então prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, do PT, ocorrido em janeiro de 2002. O crime está sendo investigado pela CPI. O presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB) - que não viajará a Cuiabá - defende que a oitiva seja em forma de audiência pública. Mas caberá às autoridades estaduais de segurança pública dar a palavra final, segundo informou a secretaria da CPI.
Já em Brasília, a CPI dos Bingos também realiza nesta terça-feira (9), com início previsto para as 11 horas, audiência pública destinada a ouvir o presidente da Febrabingo, Carlos Eduardo Canto. Os senadores deverão questioná-lo sobre um tema que consideram um dos principais obstáculos para a legalização desse tipo de jogo no país: a imagem que é atribuída às casas de bingo de serem um centro de lavagem de dinheiro e de terem ligações com o crime organizado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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