Protocolo de Cartagena: Marina Silva diz que Brasil aposta na coexistência de modelos agrícolas
Da Redação | 16/03/2006, 18h19
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse nesta quinta-feira (16), durante o lançamento do Fundo Nacional de Compensação Ambiental, em Curitiba, que a proposta brasileira ao Protoloco de Cartagena leva em consideração um modelo de coexistência entre as formas de produção agrícola utilizadas no Brasil.
A ministra afirmou que o Brasil domina a tecnologia agrícola convencional, salientando que não se pode abdicar deste conhecimento acumulado por décadas. Ela observou, no entanto, que se deve abrir espaço para que outras tecnologias sejam desenvolvidas. A ministra lembrou que o Brasil é um dos poucos países que podem lucrar tanto com a agricultura convencional quanto com a que utiliza biotecnologia.
Protocolo
O texto final do Protocolo de Cartagena começou a ganhar contornos mais definidos. O chefe do Departamento de Temas Especiais do Ministério de Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, informou que foi criado, no âmbito da reunião do 3º Encontro das Partes (MOP-3), um grupo com a finalidade de elaborar um texto sintetizando a proposta apresentada pelo Brasil na Convenção sobre Diversidade Biológica - que será realizada até o fim deste mês, em Curitiba.
Machado informou que o grupo de redação, como foi denominado, é composto por dois membros de cada uma das delegações que apresentaram proposta sobre a identificação de organismos vivos geneticamente modificados. São elas: Brasil, México, Paraguai, Peru, União Européia, Noruega, Nova Zelândia, Suíça, Malásia, China, Índia, Japão, Etiópia, Zimbábue, África do Sul e Namíbia.
Como a proposta apresentada pelo Brasil vem com a orientação do presidente da República, disse Luiz Alberto, a delegação brasileira está defendendo todos os pontos da proposta.
- Um grupo pequeno facilita as discussões do assunto e o entendimento entre as delegações. A vantagem é que o texto-base é nosso e podemos focar nos temas de nosso interesse. As divergências estão sendo analisadas - disse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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