Caseiro diz "confirmar até morrer" que Palocci freqüentava casa no Lago Sul
Da Redação | 16/03/2006, 14h52
Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos, nesta quinta-feira (16), o caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, disse "confirmar até morrer" que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, freqüentava uma casa no Lago Sul, em Brasília, alugada por um ex-assessor do ministro quando ele era prefeito de Ribeirão Preto (SP). Segundo Nildo, Palocci chegava dirigindo um automóvel Peugeot de quatro portas, da cor prata, e a mansão era usada, basicamente, para realização de festas que ocorriam à noite.
O caseiro confirmou também que Palocci era tratado por "chefe" pela chamada 'República de Ribeirão Preto', composta por Rogério Buratti, Vladimir Poleto, Ralf Barquete (já falecido) e pelo atual assessor especial do ministro, Ademirson Ariovaldo da Silva. Nildo confirmou ainda que Palocci "tinha grande amizade com Buratti", o que havia sido negado pelo ministro durante depoimento à CPI. Na ocasião, além de negar qualquer vínculo de amizade com Buratti ou Barquete, Palocci garantiu que jamais fora à casa. Nildo reafirmou ter visto Palocci várias vezes na mansão. Ele também contou que viu grande quantidade de dinheiro na casa, "que dava para forrar malas", mas não chegou a fazer a ligação do ministro com esses valores.
O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento para convocação de Nildo, exibiu fotos em um telão de pessoas que poderiam ter freqüentado a mansão, para que o caseiro pudesse identificar quais pessoas havia visto na casa. Ele reconheceu a foto de Palocci e, quando foi exibida a fotografia de Vladimir Poleto, o caseiro comentou:
-Ah, esse era o meu patrãozinho.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: