Antero se defende das acusações de uso de dinheiro ilícito em campanhas do PSDB
Da Redação | 13/03/2006, 00h00
O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) repudiou, nesta segunda-feira (13) em Plenário, denúncia publicada pela revista Carta Capital, na semana anterior, de seu envolvimento com João Arcanjo Ribeiro, o Comendador, bicheiro acusado de ter ordenado o assassinato de mais de 30 pessoas no Mato Grosso e ter cometido crime de lavagem de dinheiro, no qual estaria envolvido o PSDB estadual. João Arcanjo e Antero Paes de Barros, segundo as denúncias, teriam "irrigado campanhas eleitorais" do partido com dinheiro ilícito, em 2002.
Antero Paes de Barros rechaçou a acusação e disse que pretende prestar queixa-crime à polícia e entrar na Justiça com ação cível e criminal contra os diretores da revista, além de exigir o direito de resposta que a Constituição lhe confere. O senador afirmou ainda que irá propor projeto de lei aumentando o prazo de prescrição da queixa-crime, que hoje é de dois anos.
O senador negou as informações divulgadas pela revista de que três cheques, no valor de R$ 2.500, inicialmente depositados em conta do PSDB estadual, teriam sido descontados pela empresa Vip Factoring, pertencente à João Arcanjo. Segundo o parlamentar, esses cheques teriam sido contabilizados pelo comitê financeiro de campanha do partido e devidamente declarados na prestação de contas à Justiça Eleitoral que, frisou, teria sido aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado.
Antero Paes de Barros citou artigo de sua autoria publicado no site Blog do Noblat, intitulado "Velhacos e Bestalhões", também citado na matéria da Carta Capital, em que acusa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores de "velhacaria" contra ele, na tentativa de associá-lo ao Comendador. O parlamentar lembrou que tomou providências contra o bicheiro durante a realização da CPI do Banestado.
Lembrando ter pertencido anteriormente ao PT, Antero Paes de Barros disse ter evoluído e desmentiu categoricamente a acusação de ter "irrigado" sua própria campanha a governador por meio da Vip Factoring. Referiu-se a si próprio como "inatacável moralmente" e "geneticamente honesto".
Em aparte, o senador Arthur Virgílio Neto (AM), líder do partido, apoiou o senador e desqualificou a revista, dizendo ter ela "repercussão mínima" junto à sociedade. Arthur Virgílio sugeriu a Antero Paes de Barros que entre com ação contra a revista.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
MAIS NOTÍCIAS SOBRE: