Delcídio recebe carta com ameaças à família
Da Redação | 15/02/2006, 00h00
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, senador Delcídio Amaral (PT-MS), reúne-se às 15h desta quarta-feira (15) com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a quem vai relatar ameaças que recebeu em uma carta pela manhã e com quem tratará também de questões relacionadas à segurança em Mato Grosso do Sul.
No início da manhã desta quarta-feira, uma carta contendo ameaças contra a mulher e as três filhas de Delcídio foi deixada na casa do senador, que acionou imediatamente a polícia de Mato Grosso do Sul.
Segundo o senador, a carta era datilografada e continha termos chulos, não fazia referência a nenhum contexto político, trazia ameaças graves e aparentemente foi escrita por pessoa que conhece a rotina da casa.
Depoimento
Em entrevista, Delcídio explicou que o depoimento do ex-diretor de Furnas Centrais Elétricas Dimas Toledo, que seria realizado pela manhã, foi adiado para as 16h30 devido a um "vácuo legislativo". Como a convocação extraordinária terminou à meia-noite da terça-feira (14) e a nova sessão legislativa só será aberta às 16h desta quarta, criou-se um vácuo regimental que poderia abrir uma brecha para a anulação judicial do depoimento.
Dimas é acusado de ser o responsável pela chamada "lista de Furnas", com 156 nomes de políticos que teriam recebido dinheiro de caixa dois da estatal. O ex-diretor obteve na noite de terça, no Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de se manter em silêncio para não produzir provas contra si próprio. A liminar foi concedida pelo ministro Joaquim Barbosa, em habeas corpus impetrado preventivamente pela defesa do ex-diretor de Furnas.
- Teremos que conduzir o depoimento à luz desse habeas corpus - destacou o presidente da CPI.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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