Hebreus e alemães se unem para lembrar genocídio
Da Redação | 27/01/2006, 00h00
Depois da sessão especial no Plenário no Senado, realizada na manhã desta sexta-feira (27), a celebração à Memória das Vítimas do Holocausto prosseguiu com a exibição de um filme sobre o sofrimento do povo hebreu e a criação do Estado de Israel, na sala onde funciona a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Representantes de hebreus e alemães presentes foram unânimes ao ressaltar a importância da educação para que o genocídio não se repita.
O homenageado do dia, o jornalista e presidente da Associação Brasileira de Sobreviventes do Nazismo, Ben Abraham, contou o que sofreu nos guetos e nos campos de concentração e destacou sua promessa de manter viva a memória do sofrimento de seu povo. Ele reafirmou que, apesar do reconhecimento da Organização das Nações Unidas em relação ao Holocausto judeu, isso não significa o perdão dos que sofreram as atrocidades.
— Não posso responder pelos milhões que morreram — disse.
Já o embaixador da Alemanha, Prot von Kunow, destacou a emoção de estar na mesma sala com um sobrevivente do massacre, e que isso lembra a "maldade" que pode existir entre os homens.
— É importante para nós, alemães, sabermos do direito de existir de Israel, que é tão importante quanto a própria existência da Alemanha — enfatizou.
Para o presidente da Amisrael, entidade que une os judeus no hemisfério Ocidental, William Soto Santiago, a criação do Estado de Israel é a "materialização de um milagre divino". Disse ainda que é preciso lutar para que não se repita, em nenhuma nação, o que aconteceu com os judeus.
Participaram ainda da cerimônia o representante da Embaixada de Israel, Rafael Seingen, e o presidente da Haverimbril (Associação Cristã Amigos Brasil-Israel), Pedro Laurindo, que presidiu a solenidade.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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