Tuma não vê assassinato de Celso Daniel como crime político
Da Redação | 29/11/2005, 00h00
Após participar de diligências da CPI dos Bingos em São Paulo, ao lado dos senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Suplicy (PT-SP), o senador Romeu Tuma (PFL-SP) revelou sua convicção de que o assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel não se tratou de crime político, mas de crime comum com agravantes. Na sua avaliação, os criminosos trataram de eliminar alguém que atrapalharia um esquema de arrecadação ilegal de recursos.
- Embora Celso Daniel fosse prefeito, isso não induz a crime político. Foi um crime comum agravado pelas circunstâncias que o levaram à morte - considerou.
Ainda sobre o caso, Tuma rejeitou a hipótese de Celso Daniel ter sido seqüestrado por acaso por uma quadrilha que tentou, sem sucesso, seqüestrar um empresário do setor agrícola. O fato de um bandido ter sido resgatado de uma penitenciária para comandar o seqüestro e a morte do ex-prefeito evidenciaria, conforme assinalou, que a operação foi planejada e que o investimento envolvido não foi pequeno.
Em aparte, Magno Malta rejeitou, a exemplo de Tuma, a tese de crime político, considerando tratar-se de crime de mando, encomendado por "pessoas interessadas em auferir poder". Embora admita haver indícios de mando, Suplicy ponderou que o episódio apresenta alta complexidade e que algumas suspeitas ainda precisam ser comprovadas. "É preciso dar o benefício da dúvida e direito de defesa aos acusados", acrescentou.
O pefelista também expressou, na ocasião, solidariedade ao senador José Sarney (PMDB-AP) pela retirada da Fundação José Sarney do Convento das Mercês, em São Luís (MA). Tuma apelou ao governador José Tavares pela revisão da medida, invocando que se faça justiça à atuação de Sarney como homem público.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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