Paim defende mínimo igual para trabalhadores da ativa e aposentados

Da Redação | 29/11/2005, 00h00

Ao registrar que as principais centrais sindicais do país iniciaram nesta terça-feira (29), em Brasília, uma manifestação para reivindicar um salário mínimo de R$ 400 para o próximo ano, o senador Paulo Paim (PT-RS) apoiou a proposta e cobrou do governo federal que o mesmo percentual que for concedido seja estendido também a aposentados e pensionistas. Ele lamentou que, em 2005, estas duas categorias tenham recebido apenas cerca de um terço do destinado aos trabalhadores da ativa cujos vencimentos correspondem a um salário mínimo.

Paulo Paim também informou ter apresentado, no dia 8 de setembro deste ano, projeto de Lei (PLS 314-05) estabelecendo que o valor do salário mínimo será de R$ 400,40 a partir de 1º de maio de 2006. Outra das propostas defendidas pelas centrais sindicais que já foi tema de proposição do senador gaúcho é a diminuição da jornada de trabalho sem redução nos vencimentos.

Em outubro de 2003, Paim apresentou proposta de emenda à Constituição (PEC 75-03) estipulando que a duração da jornada de trabalho normal não poderia ser superior a oito horas diárias e a 36 horas semanais. A matéria está tramitando na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

_ Estou me sentindo duplamente contemplado pelas reivindicações que as centrais sindicais estão fazendo aqui em Brasília - comentou Paim.

Em aparte, o senador Romeu Tuma (PFL-SP) disse ter ficado satisfeito em ver que as centrais sindicais estão unidas na busca dos interesses coletivos dos trabalhadores. Já a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) falou que este momento, em que o Congresso está analisando o Orçamento para o próximo ano, é o ideal para que sejam realizadas manifestações em defesa de um salário mínimo maior.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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