Contratos de publicidade na mira da CPI
Da Redação | 25/11/2005, 00h00
As atividades da semana na CPI dos Correios foram marcadas pelas oitivas, na sub-relatoria de Contratos, dos dirigentes das agências de publicidade que prestam serviços ao Banco do Brasil.
Foram ouvidos Eduardo Groisman, da D+ Brasil; Paulo Roberto Correia dos Santos, da Lowe; e Luiz Alberto Costa Marques, da Ogilvy. Todas essas empresas, segundo constatou o relator, deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), vêm se apropriando indevidamente das bonificações de volume (BV), uma espécie de bônus concedido pelas empresas de comunicação onde as campanhas publicitárias são veiculadas.
Além disso, os depoimentos comprovaram que a DNA, empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza, intermediava o pagamento que era feito às outras agências, especialmente aqueles que se referiam à conta Visanet.
No início da semana, José Eduardo Cardozo apresentou ao Plenário da Comissão o relatório parcial sobre a empresa de transporte aéreo Skymaster, que operava para os Correios, pedindo ao Ministério Público o indiciamento de 14 pessoas, entre elas ex-diretores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).
Os indiciados terão de responder por fraude no processo licitatório, superfaturamento de contratos, com remessa de divisas ao exterior, falsidade ideológica, formação de quadrilha e tráfico de influência.
Fontes Financeiras
A votação do relatório parcial sobre Fontes Financeiras, elaborado pelo deputado e sub-relator Gustavo Fruet (PSDB-PR), marcada para a última quinta-feira (24), foi adiada para a quinta-feira da próxima semana (1o de dezembro).
Fruet deverá incluir no documento, devido aos apelos dos parlamentares governistas, informações sobre a suposta utilização de "caixa dois" na campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas, em 1998.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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