BNDES adota nova política para promover o desenvolvimento regional
Da Redação | 24/11/2005, 00h00
Os financiamentos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão diferenciados por microrregiões, e não mais por grandes áreas, e terão por base um estudo realizado pelo Ministério da Integração Nacional. Ao explicar essa inovação, nesta quinta-feira (24), o secretário de Políticas de Desenvolvimento Regional desse ministério, Antônio Carlos Figueira Galvão, afirmou que "as operações de empréstimo do BNDES no Nordeste, por exemplo, terão diferentes taxas de juros conforme a microrregião, de modo que um empreendimento de infra-estrutura no interior do semi-árido pagará um spread menor que uma butique inaugurada em um shopping center de Recife; até recentemente, não havia esse grau de distinção".
O secretário citou a nova forma de financiamento do BNDES durante o seminário "A atualidade do pensamento de Celso Furtado sobre o desenvolvimento", promovido em Brasília pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal.
Segundo Galvão, o estudo do ministério que será utilizado pelo BNDES "é um mapa do país" que avalia os problemas regionais a partir de duas variáveis: os níveis de renda diferenciados das microrregiões geográficas brasileiras e a trajetória de evolução das economias dessas microrregiões desde a década de 90". Ele ressaltou que esse mapa oferece um retrato muito mais acurado das diferenças sociais e econômicas que há no país, e que, por isso, também "é a espinha dorsal da Política Nacional de Desenvolvimento Regional implementada pelo Ministério da Integração Nacional".
- Agora, os financiamentos do BNDES serão um pouco mais baratos nos locais que estejam em situação mais crítica do ponto de vista do desenvolvimento regional - frisou.
Seminário
O seminário "A atualidade do pensamento de Celso Furtado sobre o desenvolvimento", que teve início nesta quinta-feira - com a presença de Maria da Conceição Tavares, Luís Carlos Bresser Pereira e Luiz Gonzaga Belluzzo, entre outros -, encerra-se nesta sexta, quando devem comparecer Ricardo Bielschowsky, Carlos Lessa, Márcio Pochmann e Hélio Jaguaribe.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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