Mozarildo defende reivindicações de grevistas das universidades federais
Da Redação | 22/11/2005, 00h00
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) voltou a apelar ao governo federal para que atenda as reivindicações, principalmente de cunho salarial, dos professores das universidades federais. Mozarildo defendeu o pagamento de salários mais altos para os professores das universidades instaladas nos locais mais remotos do país, como em Roraima, já que esses profissionais teriam mais gastos de manutenção e capacitação em relação aos dos grandes centros do país.
- As áreas de educação, saúde e segurança deveriam ter atenção especial do governo. Esse pessoal [das universidades federais] deveria ser bem remunerado, ter condições de se atualizar, mas o que vemos é que o essencial, que é o seu salário, não é levado a sério - disse.
Ainda sobre as universidades federais, o parlamentar lembrou documento assinado pelos senadores e encaminhado ao Ministério da Educação em setembro, mês de início da paralisação, solicitando a abertura de negociação com o comando nacional de greve. Também citou reportagens dos jornais Folha de Boa Vista, que comenta a intensificação do movimento na Universidade Federal de Roraima, e O Globo, que contabiliza 978 dias de greve nessas instituições de ensino nos últimos 25 anos.
Em aparte, o senador Sibá Machado (PT-AC) reivindicou mais investimentos federais em entidades públicas que lidam com ciência e tecnologia em regiões mais afastadas do país. Já o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) observou que a isonomia salarial implantada nas universidades federais há cerca de 20 anos é o que impede o pagamento de salários diferenciados nessas instituições.
Simone Franco/Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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