Alberto Silva contesta proibição de plantio de mamona em área baixa

Da Redação | 21/11/2005, 00h00

O senador Alberto Silva (PMDB-PI) contestou da tribuna, mostrando uma fotografia, um "estudo teórico" de técnicos da Embrapa recomendando ao governo que não financie o plantio de mamona em terras com altitude inferior a 300 metros. A foto mostra uma plantação "bem sucedida" a 150 metros de altitude, no município de Capistrano (CE).

Alberto Silva lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recomendou a todos os agricultores do Nordeste que plantassem mamona para produção de biodiesel, dizendo que, fazendo isso,iriam "ganhar muito dinheiro". Faltando dois meses para o início do plantio, o Banco do Nordeste, baseado no zoneamento da Embrapa, recusa-se conceder o financiamento para regiões mais baixas.

- Presidente Lula, se esse zoneamento não for corrigido, os agricultores do Nordeste vão perder um ano.Se não plantarem a mamona, vão plantar milho, que é vendido a dez centavos o quilo. Já a mamona é vendida a 70 centavos - desabafou o senador.

Alberto Silva apoiou o senador Mão Santa (PMDB-PI), que protestou contra multas aplicadas por fiscais do meio ambiente aos produtores de camarão do Piauí. Ele lamentou que, às vezes, as autoridades do meio ambiente prejudicam projetos importantes, gerando prejuízos ao país.

Lembrou que em Teresina, há alguns anos, uma curadora do meio ambiente conseguiu adiar por quase dois anos a obra do metrô por causa de "algumas carnaubeiras que estavam no caminho". Disse que as carnaubeiras nem eram nativas da área, mas transplantadas. O prejuízo com o atraso, para o estado, disse o senador, foi de R$ 15 milhões.

Eli Teixeira /Agência Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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