Suassuna defende recuperação da Varig
Da Redação | 18/11/2005, 00h00
O senador Ney Suassuna (PMDB-PB) defendeu nesta sexta-feira (18) o apoio governamental para a reestruturação da Viação Aérea Rio-Grandense (Varig) e disse que a reabilitação da companhia representará o "resgate de importante patrimônio nacional e o respeito ao orgulho do povo brasileiro".
- O sistema de previdência do grupo Varig, o Aerus, abriga hoje cerca de 35 mil aposentados e dependentes. É importante considerar que eles não estão conseguindo dormir com tranqüilidade, porque pensam a todo momento em suas vidas - afirmou o senador.
De acordo com Suassuna, a Varig acumula dívidas de cerca de R$ 4 bilhões como Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e a Receita Federal, embora tenha a receber do governo cerca de R$ 3 bilhões, decorrentes de ação tramitada em julgado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da qual a empresa requereu reparação por perdas provocadas pelo congelamento de tarifas desde o Plano Cruzado, que vigorou de 1986 a 1990.
Suassuna frisou que há propostas de investidores nacionais e internacionais interessados em injetar recursos para a recuperação da companhia aérea, conforme informações repassadas a ele pelo presidente da Varig, Omar Carneiro da Cunha. Suassuna ressaltou que, na última reunião de credores da empresa, teria sido aprovada a criação do Fundo de Investimento e Participações (FIP) e da Sociedade de Propósito Específico (SPE) com o objetivo de arrecadar recursos, além de ter sido dada autorização para a venda das subsidiárias Varilog e Varig Engenharia e Manutenção (Vem).
- A empresa aérea portuguesa TAP, a companhia aérea brasileira Ocean Air e o fundo de investimentos Matlin Patterson apresentaram formalmente suas propostas de investimento visando a recuperação da Varig, mas o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) se mostra reticente em considerar determinados pontos que foram colocados no último encontro de credores - disse Suassuna.
Segundo o senador, a Varig foi fundada em 1927 e opera atualmente 289 vôos diários para 36 destinos no território nacional, além de 23 vôos internacionais e uma média de 26 partidas diárias para a América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. A empresa, disse Suassuna, possui uma frota de 64 aeronaves, das quais 15 estão paradas por falta de manutenção, e a reintegração desses aparelhos à frota da companhia aérea exigiria gastos da ordem de U$S 70 milhões.
Paulo Vasco /Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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