Simon acha que matérias como a Super-Receita devem ser fruto de amplo debate
Da Redação | 18/11/2005, 00h00
O senador Pedro Simon (PMDB-RS) afirmou nesta sexta-feira (18), em discurso no Plenário, que iria votar contra a medida provisória que cria a Super-Receita (MP 258/05), por entender que uma matéria dessa importância não pode ser votada no Senado sem a devida discussão, inclusive com vários segmentos da sociedade. Na opinião do parlamentar, "esse comodismo dos últimos governos, que se viciaram em enviar medidas provisórias ao Congresso Nacional", em vez de projetos de lei que, como lembrou, precisam ser debatidos e discutidos, é impatriótico. O discurso de Simon foi feito pouco antes de o presidente do Senado, Renan Calheiros, anunciar a falta de quórum para a votação da matéria.
- Para eles (governantes), o Congresso Nacional é supérfluo e não precisa discutir, debater e ouvir a sociedade. Essa é a triste realidade de hoje e, por isso, não vamos ter quórum para votar a MP, que, conseqüentemente, vai cair. Voto contra a MP e fico satisfeito, mas lamento a forma - afirmou Simon.
O senador também criticou e lamentou o fim da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Mensalão, por decurso de prazo, sem que tenha concluído seus trabalhos.
- O boato é que foi feito um acordo para que a CPI tivesse esse fim, para não abrir as contas dos acusados. E eu começo a desconfiar. O presidente do PTB, que fez as denúncias, foi o primeiro a ser cassado. Outros também serão, mas alguns ficarão impunes e tudo fica por isso mesmo. Lamentavelmente, o que parecia ser uma oportunidade para a transformação da sociedade e da política brasileira, fica por isso mesmo - ressaltou Simon.
Valéria Castanho /Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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