Mão Santa defende negociações entre governo e professores grevistas
Da Redação | 17/11/2005, 00h00
Ao cobrar do governo federal a reabertura das negociações com os professores universitários, que estão em greve desde o dia 30 de agosto, o senador Mão Santa (PMDB-PI) estimou em 500 mil o número de alunos que estão sem aulas em virtude da paralisação. Ele lembrou que antes de assumir a Presidência da República, tanto quando atuava como sindicalista como integrante de partido de oposição, Luiz Inácio Lula da Silva promoveu muitas greves.
- Ô Lula, ô Lula! Acaba com essa greve! Será que só lhe ensinaram a fazer greves e não a acabá-las? - indagou ironicamente o senador pelo Piauí.
Os senadores Jefferson Péres (PDT-AM), Alberto Silva (PMDB-PI) e Ramez Tebet (PMDB-MS) solidarizaram-se com o pedido de reabertura das negociações entre governo e professores universitários grevistas. Tebet confessou que em determinadas horas, quando analisa o comportamento atual do presidente Lula e o compara com o passado, tem a impressão de que o país está vivendo uma situação surrealista.
Jefferson Péres, por sua vez, professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas, lembrou que durante seus 25 anos de magistério viu sucessivas greves naquela instituição de ensino patrocinadas pelo PT e pelo PCdoB.
- Durante o governo Fernando Henrique Cardoso as greves eram contra o seu governo neo-liberal, por tratar mal às universidades. Que ironia da história - disse o senador.
Já Alberto Silva garantiu que trabalhará na tentativa de reabrir um canal de negociações entre os professores e o governo.Roberto Homem/Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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