Oposição não questiona Palocci sobre denúncias de corrupção

Da Redação | 16/11/2005, 00h00

Com a antecipação do depoimento de Antonio Palocci para esta quarta-feira (16), a oposição decidiu não questionar o ministro da Fazenda quanto às denúncias de corrupção na sua gestão como prefeito de Ribeirão Preto. Vários senadores, como Heloísa Helena (PSOL-AL) e José Jorge (PFL-PE), defenderam que o fórum adequado para isso é a CPI dos Bingos, e não a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, como ocorreu nesta quarta. Por causa disso, Palocci respondeu apenas a perguntas relacionadas à condução da política econômica.

Por outro lado, os senadores Aloizio Mercadante (PT-SP) e Romero Jucá (PMDB-RR) lamentaram a ausência dos líderes da oposição durante a maior parte do depoimento. Jucá afirmou que a presença desses líderes seria importante para uma possível discussão da Medida Provisória 258/05, cujo prazo para votação no Congresso se encerra nesta sexta-feira (18). Essa MP cria a chamada "Super-Receita" a partir da fusão das áreas de arrecadação e fiscalização da Receita Federal e da Previdência Social.

Mercadante elogiou o desempenho de Palocci à frente da pasta da Fazenda, lembrando que, durante a gestão do ministro, o país deixou de pedir auxílio financeiro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O senador também destacou, entre outros itens, que as reservas internacionais brasileiras, que eram de US$ 14 bilhões de dólares no início do governo Lula, aumentaram para cerca de US$ 46 bilhões. Outro ponto destacado pelo parlamentar foi a redução da dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

Juros e inflação

Já Palocci afirmou, durante o depoimento, que a taxa de juros vem caindo nos últimos dez anos.

- E a tendência é essa - acrescentou.

O ministro também ressaltou que "a inflação está aumentando no mundo inteiro por causa dos preços do petróleo". Segundo ele, se não fosse o esforço implementado pelo governo federal em sua política monetária, talvez o país estivesse enfrentado agora um processo de aceleração inflacionária.

Ricardo Koiti Koshimizu/Agência Senado

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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