CPI vai ter mais 24 horas para decidir se prorroga ou não os trabalhos
Da Redação | 16/11/2005, 00h00
Após uma noite de intensas discussões, os membros da CPI do Mensalão decidiram estender por 24 horas a vigência da comissão. Assim, deputados e senadores terão mais um dia para colher as assinaturas necessárias ao requerimento de prorrogação das atividades.
Os trabalhos deveriam ser encerrados à meia-noite desta quarta-feira (16), mas, a partir de uma questão de ordem levantada pelo deputado Luiz Antônio Fleury (PTB-SP), com base no Regimento da Câmara e em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), os parlamentares decidiram que os 120 dias do prazo deveriam começar a ser contados não a partir do dia da instalação do colegiado (20 de julho), mas sim a partir do dia seguinte.
Foram apresentadas, ao todo, cinco propostas de prorrogação (uma para 180 dias, duas para 120, uma para 30 e uma para 10 dias). Muito se discutiu e, por fim, governo e oposição decidiram apoiar a proposta da deputada Zulaiê Cobra (PSDB-SP), que propunha a prorrogação por 30 dias. Até o final da noite, estimava-se que cerca de 120 parlamentares haviam assinado o requerimento (são necessárias 171 assinaturas).
O relator da comissão, deputado Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG) disse acreditar que a CPI terá um fim melancólico se não for prorrogada. No entanto, ele se disse tranqüilo, pois seu relatório está pronto.
- Se houver alguma pizza nessa história, esse relator não contribuiu com ela em nenhum ingrediente - declarou.
Ele afirmou que, até agora, o relatório traduz uma concepção de natureza muito pessoal de todo o processo analisado. Apesar de reconhecer que não se pode fazer muito em 30 dias, ele acredita que, ao menos, poderia incorporar as observações dos sub-relatores e aprofundar pontos que não teve a oportunidade de explorar.
O presidente da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), concordou.
- Com essa sobrevida, poderemos concluir ao menos algumas investigações de forma mais consistente. Vamos dar a resposta possível, tendo em vista os dados disponíveis, mas será necessário um esforço concentrado, com trabalho aos sábados, domingos e feriados - observou.
A comissão realizará reunião administrativa na manhã desta quinta-feira (17), às 10h.
Raíssa Abreu/Agência Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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