Em novos documentos, Marcos Valério pretende provar que é credor da Visanet

Da Redação | 09/11/2005, 00h00

Ao final da manhã desta quarta-feira (9), o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Mensalão, senador Amir Lando (PMDB-RO), recebeu do advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, representante do empresário Marcos Valério, documentos que, segundo o advogado, comprovam que a DNA Propaganda é credora do Fundo de Incentivo Visanet. O relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), que na semana passada declarou que Marcos Valério era devedor do Banco do Brasil, dará entrevista ainda nesta quarta para contestar as informações do advogado.

Em entrevista coletiva, assim que recebeu a documentação do advogado, Amir Lando disse que, com os documentos, fica estabelecido o contraditório - entre defesa e acusação - comum a todo processo.

- A CPI verificará a autenticidade dos documentos e analisará os argumentos da defesa da mesma forma que faz com as acusações - disse o senador.

Paulo Sérgio Abreu e Silva afirma, na petição entregue ao presidente da CPI, que o objetivo dos documentos é "refutar as maliciosas e inverídicas notícias divulgadas nos últimos dias, referentes às possíveis irregularidades nos repasses de verbas pela Visanet - Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos para uma de suas empresas, a DNA Propaganda Ltda., em março de 2004".

Na petição, o advogado diz que "desde o ano de 1994 e sempre através de licitações, a DNA Propaganda atendia ao Banco do Brasil S/A, dividindo a conta de publicidade com outras duas agências". E acrescenta que a "verba repassada pela Visanet à DNA Propaganda não tem qualquer relação com o contrato existente entre a mesma DNA e o Banco do Brasil S/A".

Também argumenta que o depósito efetuado pela Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos, razão social da Visanet, aprovado por nota técnica do Banco do Brasil S/A, em conta corrente da DNA, no valor de R$ 35 milhões, ocorreu no dia 12 de março de 2004, data em que havia no caixa da DNA o saldo positivo de R$ 16.308.718,17.

A defesa de Marco Valério afirma ainda que essa informação é demonstrada por "extrato bancário da empresa (Doc. n. 01) que já é do pleno conhecimento da Receita Federal e da Polícia Federal, que investigam as operações da DNA no mesmo período".

(Geraldo Sobreira)

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)