Senador diz que o mapa da corrupção do PT foi descoberto
Da Redação | 04/11/2005, 00h00
As primeiras conclusões do relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de que pelo menos R$ 10 milhões dos recursos repassados pelo empresário Marcos Valério ao PT saíram do Banco do Brasil é, na visão do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), apenas um mapa da corrupção, ou seja, o caminho percorrido pelo dinheiro ilegal desde a origem até o seu destino.
Para Alvaro Dias, a informação do relator demonstra claramente que dinheiro público abasteceu o caixa do PT em duas vertentes: campanha eleitoral e "compra de consciências" no Congresso Nacional por meio do pagamento de mensalão.
Alvaro Dias disse também que o anúncio feito por Serraglio não se constitui em novidade, "especialmente para aqueles que trabalham nas investigações e sabem muito bem que a origem do dinheiro era pública e vinha de licitações fraudadas, contratos superfaturados e aditivos ilegais".
Sobre uma possível abertura de processo de impeachment contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alvaro Dias observou que falta apenas um componente consideradopor ele essencial: o apelo popular. O senador estranhou que, diante de tantas denúncias de corrupção, entidades representativas da sociedade, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), "estejam em silêncio", apesar da existência, a seu ver, de elementos concretos para que se pronunciem sobre os escândalos.
Em entrevista à imprensa na quinta-feira (3), Serraglio informou que em 2003 foram adiantados pela Visanet cerca de R$ 23,3 milhões à DNA e, em 2004, um total aproximado de R$ 35 milhões, totalizando R$ 58,3 milhões de antecipação.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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