Virgílio não retira palavras que usou para denunciar ameaça a sua família
Da Redação | 01/11/2005, 00h00
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM) afirmou, em discurso nesta terça-feira (1º), que não retirará das notas taquigráficas do Senado palavras que considerou contundentes ao relatar, na segunda-feira (31), ameaças contra a sua família. Na ocasião o senador pediu ao ministro da Justiça, Márcio ThomazBastos, que garantisse a proteção de seus familiares.
Arthur Virgílio havia relatado informação que recebera do deputado Pauderney Avelino (PFL-AM) de que o PT teria contratado um ex-policial por R$ 100 mil para investigar a vida do senador e de sua família em Manaus. O ex-policial teria dito que agrediria seu filho.
Antes de ocupar a tribuna, Arthur Virgílio reportou-se à sugestão da senadora Ideli Salvatti (PT-SC) para que retirasse das notas taquigráficas expressão que ela havia considerado ofensiva ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Arthur Virgílio havia dito que, se seu filho fosse agredido por ordem de alguém a mando do governo"daria uma surra até em Lula".
- Não retiro uma palavra do que disse. Eu daria uma surra no biltre ou bazofeiro que disse ter recebido R$ 100 mil do PT para fazer mal à minha família. E reafirmo que faria o mesmo com Lula se fosse provada a ameaça oficial contra meu filho - reiterou o senador.
Arthur Virgílio informou que recebeu telefonema do ministro da Justiça tranqüilizando-o sobre o assunto, "com 24 horas de atraso" mas que, de qualquer forma, considera o ministroseu amigo.
Em aparte, a senadora Ideli Salvatti manifestou apoio a Arthur Virgílio, mas defendeu o presidente da República, ponderando que Lula jamais participaria de um conluio nesse sentido.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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