Servidores do Senado doam sangue

Da Redação | 01/11/2005, 00h00

Quarenta pessoas compareceram, nesta terça-feira (1), ao primeiro dia da campanha em que o Senado recolheu sangue para o estoque da Fundação Hemocentro de Brasília (FHB), que atende todos os hospitais públicos do Distrito Federal. A campanha, intitulada "Quem faz o Senado tem compromisso com a vida", encerra-se na próxima quinta-feira (3). Desses 40 voluntários, 35 puderam fazer a doação, cada um contribuindo com 450 mililitros de sangue.

Para o médico responsável pela coleta, Dr. Luciano Flores, essa é uma experiência de alta relevância para a sociedade, porque ainda não é possível substituir o sangue por um derivado sintético, já que apenas o corpo humano é capaz de fabricá-lo. De acordo com sua explicação, por ser perecível, o sangue não pode ser armazenado por muito tempo. Embora o plasma se conserve por até dois anos, o sangue concentrado só dura 42 dias.

- Essa é uma atitude solidária e uma experiência fundamental na vida. A satisfação de doar e saber que seu sangue pode ajudar alguém num momento crítico é valiosa. O sangue é insubstituível e constitui um bem que concorre para a segurança da sociedade - afirmou.

Luciano Flores disse que mais importante que doar sangue numa campanha como a realizada pelo Senado, é tornar-se um doador fidedigno. Ele explicou que é perfeitamente possível para um ser humano saudável compatibilizar sua rotina com a doação freqüente de sangue. A sensação que isso propicia a um ser humano, em sua avaliação, é gratificante.

O médico também explicou que não há necessidade de jejum para doar sangue. O que o doador precisa evitar é o consumo de alimentos gordurosos, como leite, manteiga e iogurte. Mas comer refeições compostas de pão, doce e sucos, no seu entender, é até recomendável para quem vai doar sangue.

Luciano Flores louvou a iniciativa de instituições públicas de aliarem-se ao Hemocentro para estimular a doação entre seus funcionários. Isso porque é muito mais fácil o funcionário doar sangue no ambiente de trabalho do que se deslocar para fazer isso. A coleta de sangue no Senado está sendo feita de 8h ao meio-dia, no estacionamento do Centro Gráfico, e é a primeira ação do Programa de Responsabilidade Social da Casa.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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