Paim comemora criação da Comissão Especial do Salário Mínimo
Da Redação | 01/11/2005, 00h00
O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou, nesta terça-feira (1º), a aprovação, em sessão do Congresso Nacional, da criação da Comissão Especial do Salário Mínimo. A comissão, integrada por deputados e senadores, será instalada na próxima semana e deve debater a política de recuperação do salário mínimo.
Paim, que integrará a comissão, acredita que em 2006 o salário mínimo possa atingir o valor de R$ 400,40, sendo o benefício estendido a aposentados e pensionistas, conforme projeto de sua autoria (PLS 314/05).
O parlamentar anunciou também que, no próximo dia 11, às 15h, estará na Feira do Livro de Porto Alegre para lançar o livro Salário Mínimo: Uma história de luta, com apresentação de Márcio Pochman e Luiz Antonio Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A obra traz depoimentos de todos os presidentes pós-ditadura militar: Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor de Melo e José Sarney.
Paim registrou visita que fez ao Instituto do Coração do Distrito Federal (Incor-DF). Ele ressaltou que hospital tem a mesma filosofia do Hospital do Coração de São Paulo, que é referência mundial no tratamento de cardiopatias. Entretanto, até o momento não foi aberto à população por falta de entendimento sobre o encaminhamento dos pacientes entre o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do GDF.
O senador informou que as instalações permitem o atendimento a 96 mil pacientes por ano, a realização de 8,4 milcateterismos, 1,4 mil cirurgias e a implantação de 700 marca-passos, além de a emergência funcionar 24 horas por dia.
- É inacreditável que um aparato como esse, construído com dinheiro público, esteja com os leitos vazios, e os médicos formados na Itália, França e Estados Unidos não possam atender os pacientes. Isso vai contra a filosofia de salvar vidas - argumentou.
Em seu pronunciamento, o parlamentar cumprimentou o Senado pela realização de campanha de doação de sangue, nesta terça-feira (1º), e elogiou a iniciativa da Secretaria de Recursos Humanos de pedir aos servidores da Casa que doassem sangue.
O parlamentar também comentou a greve dos professores universitários, que já dura 50 dias, e disse esperar que o ministro Fernando Haddad e o comando de greve possamchegar a um entendimento e que os professores tenham suas reivindicações atendidas.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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