Bahadian quer italianos nas parcerias público-privadas

Da Redação | 29/09/2005, 00h00

A participação de empresas italianas no programa brasileiro de parcerias público-privadas (PPPs) e a aproximação entre pequenas e médias empresas do Brasil e da Itália estão entre as prioridades do embaixador indicado Adhemar Gabriel Bahadian. Sua nomeação para a representação brasileira em Roma recebeu nesta quinta-feira (29) parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e será agora examinada pelo Plenário.

Em exposição inicial à comissão, Bahadian lembrou a recente assinatura, pelos ministros das Relações Exteriores dos dois países, de uma declaração conjunta que estabelece prioridade para projetos na área de infra-estrutura, dentro do programa das PPPs. Ao longo dos próximos meses, previu, deverá haver um aprofundamento das negociações a respeito do tema entre empresas italianas e brasileiras e o governo do Brasil.

O embaixador indicado ressaltou ainda o importante papel exercido na economia da Itália pelas empresas familiares, ao indicar a prioridade para a formulação de parcerias entre firmas de pequeno porte dos dois países. Entre os campos onde essa cooperação poderia se estabelecer, ele citou os de moda, móveis e marmoraria. Em março de 2006, adiantou, uma missão empresarial italiana estará no país para discutir a possibilidade de parcerias.

Durante o debate, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) lembrou a criação de redes de pequenas e microempresas no Rio Grande do Sul, nos últimos 20 anos. Ele convidou o embaixador indicado para visitar o estado e debater com empresários gaúchos a possibilidade de aproximação com empresas italianas.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) pediu maior aproximação com a Itália no campo educacional. Quis saber ainda o que seria feito para proteger os brasileiros que vivem no país. Em resposta, Bahadian disse não ter ainda identificado nenhum acordo com a Itália na área de educação. Anunciou também que pretende cadastrar todos os brasileiros que vivem no país e estabelecer uma rede de contatos entre os integrantes dessa comunidade.

O potencial de cooperação bilateral no setor cinematográfico foi ressaltado, ainda durante o debate, pelo senador Roberto Saturnino (PT-RJ). Bahadian afirmou que o cinema italiano pode ser considerado uma alternativa aos filmes massificados, "marcados por um grande número de explosões de automóveis".

A reunião foi presidida pelo vice-presidente da CRE, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Ele anunciou que na próxima semana haverá eleição do novo presidente da comissão, em substituição a Cristovam Buarque, que deixará o posto por haver trocado o PT pelo PDT.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: