Depoimento de Genoíno vira debate político
Da Redação | 13/09/2005, 00h00
O deputado José Carlos Araújo (PL-BA) disse acreditar que Genoíno é um homem sério e que ele foi envolvido pelos acontecimentos. Ressalvou, no entanto, que o escândalo "mostrou ao PT que todos os partidos são iguais", com bons e maus integrantes. Já o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) disse que Genoíno, junto com alguns companheiro de partido, "roubou a utopia de 53 milhões de brasileiros". João Fontes (PDT-SE), expulso do PT em 2003 por não votar favoravelmente ao governo no Congresso, disse que Genoíno "foi omisso e covarde aceitando uma quadrilha montada no PT para assaltar os cofres públicos".
Paulo Baltazar (PSB-RJ) pediu que a CPI investigue também a suspeita de compra de votos para a aprovação da emenda da reeleição durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e pediu a apuração sobre o suposto "caixa dois" da campanha do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais em 1998. O deputado Maurício Valverde (PT-RO) provocou polêmica ao levantar suspeitas sobre as contas de campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e ao mencionar os escândalos ocorridos durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
No final do depoimento, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) explicou que levou à CPI o coronel Lício Maciel a pedido do militar, de quem é amigo. O militar participou da prisão de Genoíno durante as operações de combate à guerrilha do Araguaia, ocorrida no Pará no começo dos anos 70. Bolsonaro disse ainda que o coronel ficou calado na sala de audiências. Houve protestos de vários parlamentares quando Bolsonaro chegou acompanhado do coronel, e o presidente da CPI, senador Amir Lando, pediu que o militar se retirasse.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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