Exame inicial de bolsa encontrada no Senado não detecta explosivos

Da Redação | 18/08/2005, 00h00

A bolsa encontrada nesta quinta-feira (18) nas dependências do Senado ainda será submetida à análise do esquadrão antibombas da Polícia Militar do Distrito Federal e da área de perícia da Polícia Federal, mas, em princípio, não continha explosivos. A afirmação é do comandante do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), capitão Elziovan Moreno, ao qual está vinculado o esquadrão.

De acordo com a Polícia do Senado, em nota oficial, a bolsa de nylon preta foi encontrada por volta das 12h30 e, depois de submetida a exame de raio X, verificou-se em seu interior a presença de fios e metal. Em função disso, a PM foi chamada em torno das 13h30. Juntamente com o BOPE, foi acionado, também, o Corpo de Bombeiros, caso corresse algum incidente. Policiais, bombeiros e integrantes da segurança do Senado e da Câmara dos Deputados mantiveram um batalhão de repórteres, cinegrafistas, fotógrafos e curiosos afastados do centro do gramado em frente ao prédio do Congresso. Deflagrou-se, então, o que a PM chamou de "Operação petardo".

Explosão

Um especialista em explosivo, o soldado Erasmus César, utilizando roupa especial e auxiliado por integrantes do esquadrão, manipulou diretamente a bolsa. Ele a retirou da pista que dá acesso à portaria central do Congresso, onde foi colocada pela Polícia do Senado, e a levou até o gramado. Segundo César, o objeto pesava em torno de quatro quilos.  Depois, ele instalou o detonador que produziu uma pequena explosão da bolsa, em torno das 15 horas. O objetivo, explicou o capitão Moreno, foi abrir totalmente a bolsa e neutralizar um eventual explosivo. Erasmus César voltou ao local da explosão, tirou fotos e fez uma primeira análise do seu interior. De acordo com ele, a bolsa continha "um emaranhado de fios e umas caixinhas". Em seguida, os policiais envolveram a bolsa com uma lona de plástico especial e a colocaram num reboque puxado por uma viatura do batalhão.

A bolsa, informou Moreno, será analisada pelo laboratório do esquadrão, juntamente com as fotos do especialista, e, depois, encaminhada para a Polícia Federal. Essa primeira análise deverá estar concluída em 72 horas.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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