Agripino diz que há "mentira explícita" sobre suposta dívida de Lula com o PT

Da Redação | 10/08/2005, 00h00

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), comentou nesta quarta-feira (10) a suposta dívida contraída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto ao PT - e que, segundo denúncias, teria sido paga com o "caixa dois" operado por Marcos Valério Fernandes de Souza.

O senador apontou contradições entre afirmações apresentadas no noticiário desta quarta-feira (10). Ele citou informação da Agência Estado, segundo a qual o ministro da Coordenação Política, Jaques Wagner, garante que Lula não obteve empréstimo junto ao PT. Em outra notícia citada por Agripino, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, o atual presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, diz ter quitado uma dívida de R$ 29.436,26 de Lula com o PT - Okamoto foi seu tesoureiro na campanha eleitoral de 1989.

Além de serem contraditórias entre si, o senador destacou que essas afirmações iriam de encontro à informação presente em uma planilha do Banco do Brasil, que mostraria que o próprio Lula pagou sua dívida. Agripino ressaltou que teve acesso à planilha, onde pôde ler o nome "Luiz I. L. da Silva" como autor dos pagamentos.

- Assim está demais. É a mentira explícita - declarou Agripino sobre essas contradições.

Em aparte, o senador Jorge Bornhausen (SC), presidente do PFL, disse que "espera-se uma resposta pública do presidente da República sobre assunto tão grave".

- O sigilo de Paulo Okamoto tem de ser quebrado, para se descobrir quem está falando a verdade - acrescentou Bornhausen.

Logo após o discurso de Agripino, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do governo no Senado, afirmou que o empréstimo de Lula seria, na verdade, despesas de uma viagem que ambos haviam feito. O líder do PFL no Senado destacou que essa já é a quarta versão para a suposta dívida de Lula.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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