Serraglio reúne provas para pedir prisão de Valério
Da Redação | 29/07/2005, 00h00
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), afirmou em entrevista, nesta sexta-feira (29), que a comissão está recolhendo documentos e provas para entregar ao Ministério Público o pedido de prisão preventiva - aprovado na quarta-feira (27) - do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão.
Na véspera, o relator e o presidente da comissão, senador Delcidio Amaral (PT-MS), haviam ido à Procuradoria-Geral da República para recolher informações sobre a melhor forma de apresentar o pedido, que, se aceito pelo Ministério Pùblico, terá decisão final no Supremo Tribunal Federal (STF). Como o processo contra Marcos Valério encontra-se no STF, os cuidados com a parte processual precisam ser grandes, observou Serraglio, uma vez que o tribunal é muito rígido na autorização de prisão preventiva.
O relator informou que estão sendo incluídos no pedido, além dos requerimentos da própria CPI, os autos das diligências e apreensões feitas pela Polícia Federal em Belo Horizonte, que culminaram no resgate de documentos da empresa DNA que estavam sendo queimados na beira de uma estrada. Também será incluída a degravação da fita onde o irmão do contador de Marcos Valério combinaria a ocultação de documentos.
Sobre um possível acordo que estaria sendo realizado na Câmara dos Deputados para que o processo apresentado pelo PL contra o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) no Conselho de Ética seja arquivado, Serraglio afirmou que a CPI "não tem nada a ver com isso" e que nenhum acordo "acaba com crimes".
O deputado Eduardo Paes (PSDB-RJ) informou que apresentará à CPI requerimento pedindo ao Banco Central todas as informações sobre análises e auditorias feitos nos bancos BMG e Rural desde 2002. O Banco Central anunciou na véspera que pedirá garantias desses bancos sobre os empréstimos concedidos ao PT e que tiveram como avalista Marcos Valério. Mas, para Eduardo Paes, isso não é o suficiente. O deputado acredita que as irregularidades dos contratos teriam que ter sido percebidas antes, em auditorias do BC.
- O mercado está maduro para perceber que não podemos acobertar picaretagem. A CPI não será conivente. Com essa medida queremos dar credibilidade aos bancos sérios - afirmou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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