Comissão e Receita Federal vão trabalhar em parceria

Da Redação | 29/07/2005, 00h00

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), e o sub-relator, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), estiveram na manhã desta sexta-feira (29) com o secretário adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro. Eles conseguiram o apoio de uma equipe de técnicos para analisar a movimentação das contas do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão, de sua mulher, Renilda, e das empresas de ambos. A CPI e a Receita vão manter uma parceria, inclusive com a troca de informações em poder da comissão e as obtidas com as ações fiscais - para investigar as empresas de Valério - abertas pelo órgão. 

- Não casam os valores que eles (Receita) têm diante dos levantamentos que nós efetuamos. Há uma disparidade enorme que vamos conferir, entre os recebimentos das empresas e os pagamentos que temos, em virtude das quebras de sigilo. Em relação aos que eles têm, a diferença é muito grande - disse Serraglio.

A Receita tem ações fiscais abertas contra Marcos Valério, Renilda e as empresas DNA, SMP&B, 2S, Grafiti e Solimões.

- A diferença na movimentação dos recursos é brutal e desproporcional - afirmou o sub-relator da CPI, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

Além disso, a CPI está aguardando a chegada do laudo sobre a apreensão do material queimado da empresa DNA, em Belo Horizonte, e o documento oficial que dá validade à degravação da conversa telefônica entre o contador Marco Aurélio Prata e seu irmão, Marco Túlio Prata. Com esse embasamento, os parlamentares entregarão ao procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, o pedido de prisão preventiva de Marcos Valério.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)