Frente que defende as armas priorizará propaganda de rádio e TV

Da Redação | 28/07/2005, 00h00

O presidente da Frente pelo Direito à Legítima Defesa - que é contra a proibição da venda de armas e munições no Brasil -, deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF), reuniu-se na tarde da sexta-feira (28) com representantes de duas empresas que comercializam armamentos no país para pedir apoio. Somente no decorrer da primeira semana de agosto é que os membros da frente traçarão as estratégias que serão trabalhadas durante o período que antecederá o referendo. Fraga antecipou que a campanha priorizará a propaganda gratuita de rádio e televisão.

- Estão falando de campanha do tostão contra o milhão, mas podem ficar certos de que a nossa frente é que fará a campanha do tostão. Como uma empresa como a Taurus (que fabrica armas e munições), por exemplo, que acumulou um prejuízo de R$ 6 milhões no ano passado, poderá contribuir com nossa campanha? Do outro lado, somente uma das organizações não-governamentais recebe R$ 20 milhões, a título de doações, por ano - comparou Alberto Fraga.

Na avaliação do deputado pelo Distrito Federal, a única possibilidade da frente que defende o "não" no referendo disputar em igualdade de condições com a Frente um Brasil sem Armas será nos 10 minutos diários que cada qual terá a partir do dia 23 de setembro nas emissoras de rádio e televisão. Ele revelou que a campanha da Frente pelo Direito à Legítima Defesa será explicativa e desvinculada de política.

- Queremos uma campanha estritamente informativa, com o mínimo de presença de políticos. Até acho que nós parlamentares não estamos em uma posição assim tão favorável para falar sobre determinados assuntos. Vamos focalizar nossos programas na divulgação de dados reais e não nessas estatísticas mentirosas fabricadas pelas ONGs - afirmou Alberto Fraga.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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