Para Renilda, evolução do patrimônio foi lenta
Da Redação | 26/07/2005, 00h00
Inquirida pelo relator da CPI, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), se não achava estranho o crescimento espantoso dos bens da família, Renilda voltou a destacar que "não sabe o valor total do patrimônio". Serraglio afirmou que, em 2002, o patrimônio era de R$ 3,8 milhões, chegando a R$ 11 milhões em 2003 e saltando para R$ 18 milhões em 2004.
- Não sei dos investimentos - disse.
Delúbio
A mulher do empresário Marcos Valério, acusado de operar o mensalão, afirmou também que só conheceu o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e sua mulher, Mônica, em setembro de 2004. O casal foi prestigiar uma prova de hipismo da qual a filha de Valério e Renilda, Natália, participou. Ela informou ainda que Marcos Valério conversava bastante ao telefone com Delúbio, negou que a família utilizasse dinheiro em bancos no exterior e disse desconhecer se o marido tinha contas fora do país.
Quanto a Simone Vasconcelos, afirmou que a viu duas vezes e que não sabe se ela veio alguma vez a Brasília. Disse que não conhece David Rodrigues Alves, um dos maiores responsáveis por saques no Banco Rural - junto com Simone - identificados pela CPI. Também disse não conhecer Alexandre Vasconcelos e nem Rodrigo Barroso Fernandes, que trabalhou na campanha do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT). Ambos sacaram dinheiro das contas da SMPB.
Renilda informou ainda saber que Marcos Valério e suas agências já participaram de campanhas passadas de políticos do PSDB, como do atual governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e do ex-prefeito de Contagem Ademir Lucas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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