Mercadante quer que CPI investigue esquema do PSDB
Da Redação | 26/07/2005, 00h00
Mercadante fez o apelo ao comentar matéria de capa publicada nesta terça-feira (26) pelo jornal O Globo. De acordo com a matéria, o publicitário Marcos Valério já havia feito em 1988, com a coligação do então governador de Minas Gerais - atual senador Eduardo Azeredo (PSDB), candidato à reeleição - o mesmo tipo de triangulação repetido em 2003 com o PT no chamado esquema "mensalão", e que envolveu R$ 11,7 milhões.
As denúncias, conforme avaliou Aloizio Mercadante, mostram que não é de hoje que existe uma espécie de padrão na obtenção de empréstimo bancário triangular - envolvendo bancos, candidatos e empresas de publicidade - com um detalhe que considera grave: o dinheiro não é declarado.
Mercadante espera que as denúncias publicadas por O Globo, a exemplo das relacionadas a membros do seu partido, sejam investigadas e esclarecidas "doa a quem doer". Mas estranhou que somente agora, depois de decorridos mais de 50 dias da publicação das primeiras denúncias envolvendo pagamento de "mensalão" e empréstimos triangulares envolvendo candidatos do PT, as denúncias contra membros de outros partidos comecem a aparecer. E indagou: "Será que o PSDB não sabia disso?".
Defesa
Em resposta, o líder do PSDB, senador Athur Virgílio (AM) defendeu o comparecimento espontâneo de Eduardo Azeredo à CPI dos Correios para que esclareça todas as denúncias. Somente dessa maneira, observou, outros parlamentares, a exemplo do deputado José Dirceu, possam também ir à comissão "e falar tudo o que sabem sobre o 'mensalão' e outros tipos de corrupção dentro do governo".
O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), em aparte, estranhou que o governo tente comparar o escândalo do PT, de caráter nacional, com as denúncias envolvendo Eduardo Azeredo, restritas à esfera estadual. Mas defendeu a apuração das denúncias.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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