Eduardo Azeredo diz que não avalizou empréstimos a Marcos Valério

Da Redação | 26/07/2005, 00h00

O senador Eduardo Azeredo (MG), presidente do PSDB, manifestou indignação, nesta terça-feira (26), com relação a reportagem publicada no jornal O Globo, em que seu nome é associado a empréstimo no valor de R$ 11,7 milhões obtido pela DNA Propaganda, do empresário Marcos Valério, junto ao Banco Rural, em 1998. De acordo com a matéria jornalística, a empresa deu, como garantia de pagamento, os créditos decorrentes de contratos assinados com as secretarias de Governo e de Comunicações de Minas Gerais, estado à época governado por Azeredo, que tentava a reeleição.

O senador disse que não iria admitir um paralelo entre as "questões graves" que estão sendo investigadas pelas CPIs dos Bingos, Mensalão e Correios e as campanhas de seu partido. Ele acredita que isso está sendo feito para desviar o foco de investigação das denúncias e rechaçou o que chamou de "abraço de afogado" e de "montagem para atemorizar o PSDB".

- Não tenho nada com isso, minha campanha de 1998 foi aprovada pelo TRE e estava dentro dos padrões brasileiros, com gastos de 8,5 milhões. Não avalizei nenhum empréstimo que qualquer empresa tenha retirado, essa informação não era do meu conhecimento- insistiu.

O senador lembrou que, em 1998, realizou sua primeira campanha à reeleição como governador, durante a qual continuou exercendo o cargo. Ele disse ter feito campanha por todo o estado e que, para assessorá-lo, havia uma comissão coordenadora responsável pela movimentação financeira. Azeredo afirmou estar indignado com a suspeição sobre seus atos e "pelo modo como as coisas estão sendo colocadas".

O senador disse ainda que as empresas DNA e SMP&B; estão entre as maiores do país, já existem há 20 anos e sempre trabalharam com o governo deMinas Gerais, qualquer que fosse o partido.

- Não há semelhança entre o que está sendo investigado com relação ao PT e aos partidos da base do governo. Não há lista para entregar dinheiro a ninguém. O que houve foi o pagamento de despesas em uma cidade ou outra, de carreatas, para arregimentação de carreteiros, entre outras. A orientação dada à minha campanha foi de agir dentro do que a lei permite - afirmou o ex-governador de Minas.

Em apartes, o senador Mão Santa (PMDB-PI) apoiou o colega, exaltando sua honradez, e o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) avaliou ser importante Azeredo se colocar à disposição para esclarecimentos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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