Alvaro Dias defende cumprimento do calendário eleitoral

Da Redação | 25/07/2005, 00h00

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) posicionou-se contra a antecipação das eleições e disse ter dúvidas se os atuais parlamentares que integram o Congresso Nacional ainda estão autorizados pela população a propor um novo modelo político para o país. Ele acrescentou que, em função das denúncias que atingem diversos deputados federais, o melhor que se tem a fazer é aprofundar as investigações que estão sendo realizadas pelas comissões parlamentares de inquérito; punir os envolvidos nos escândalos de corrupção; e cumprir o atual calendário eleitoral, que prevê o pleito para o próximo ano.

- O Congresso foi ferido de morte pelas denúncias de corrupção. Foi atingido de forma violenta e impiedosa em função do comportamento de alguns de seus integrantes. A presença viciada de parlamentares compromete a autoridade da Câmara e do Senado para a realização da reforma política ainda este ano. O ideal seria realizarmos uma assepsia e uma faxina para que possa haver as punições cabíveis - afirmou Alvaro Dias.

Na avaliação do senador pelo Paraná, as investigações precisam resultar no resgate da credibilidade da classe política, através de novos procedimentos, novas condutas e da limpeza das instituições públicas do país. Ele acredita que isso seria o melhor que poderia acontecer no país.

Alvaro Dias enumerou algumas dificuldades que estão impedindo o bom andamento dos trabalhos da CPI dos Correios. A principal delas, afirmou, é a idéia arraigada na sociedade de que toda comissão parlamentar de inquérito termina em pizza. Ele citou as cassações do presidente Fernando Collor, do senador Luiz Estevão e de diversos deputados no escândalo conhecido como o dos "anões do Orçamento" para desmentir essa tese.

Outro problema enfrentado pela CPI, destacou Alvaro Dias, é a legislação brasileira que permite a concessão de hábeas corpus preventivo para alguns depoentes. O senador também reclamou da demora do repasse para a CPI de informações da Controladoria Geral da União e de alguns bancos.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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