Mozarildo defende reforma política e administrativa

Da Redação | 22/07/2005, 00h00

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) defendeu nesta sexta-feira (22), em Plenário, a realização das reformas política e administrativa, como forma de encontrar a "cura definitiva", e não apenas um "remédio" para a "corrupção generalizada" a seu ver existente no Brasil. Ele afirmou ainda ser importante que as comissões parlamentares de inquérito atualmente em curso no Congresso Nacional continuem seus trabalhos, já que buscam o mesmo objetivo: acabar com a corrupção.

O parlamentar propôs que o Congresso divida a reforma política em dois blocos: um emergencial, abrangendo temas como a fidelidade partidária, o financiamento de campanha, a verticalização e a cláusula de barreira. E um outro bloco, com assuntos como o voto distrital e a eleição por lista fechada, que seria debatido e analisado com calma pela população.

- É preciso fazer um referendo popular para ver o que o povo quer. Um grande debate nacional comandado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) - sugeriu.

Mozarildo criticou duramente, apoiado em aparte pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a implantação da eleição por lista fechada neste momento que considerou de crise e de abalo na credibilidade dos partidos.

- Os partidos como estão hoje merecem ser fortalecidos? Essa idéia nesse momento seria como aplicar um golpe - disse Mozarildo.

O senador defendeu modificações na execução do Orçamento da União, para que os parlamentares não tenham que barganhar com o Executivo a liberação de emendas. Sugeriu também mudanças na Lei de Licitações e a abertura dos sigilos de políticos e servidores, concursados ou em cargos de confiança, que lidem com o dinheiro público.

- E das empresas que tem transações com o dinheiro público também - complementou.

Mozarildo disse ainda que é preciso buscar os verdadeiros responsáveis pelos atos de corrupção que estão espalhados pelas instituições públicas.

- Se punirmos quem se beneficiou, mas não brecarmos os corruptores, não vamos fazer uma cura definitiva - alegou.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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