Alberto Silva propõe criação da Empresa Brasileira do Biocombustível
Da Redação | 22/07/2005, 00h00
O senador Alberto Silva (PMDB-PI) propôs ao governo federal, nesta sexta-feira (22), a criação da Empresa Brasileira de Biocombustíveis (EBBC), para produzir derivados de óleos vegetais como o biodiesel. Em 10 anos, de acordo com o senador, o Brasil poderia produzir seis milhões de barris de biodiesel por dia, o equivalente à produção atual de petróleo da Arábia Saudita.
Somente a demanda de óleo da China e Japão, segundo Alberto Silva, seria suficiente para garantir a plantação de 40 milhões de hectares de terras com dendê para produção de biodiesel. Com um hectare de dendê pode-se produzir oito mil litros de óleo, informou o senador.
Ainda de acordo com Alberto Silva, o Brasil produz hoje 14 bilhões de litros de álcool por ano e poderá produzir 20 bilhões nos próximos cinco anos e 30 bilhões em dez anos. Por ser renovável, lembrou o senador, o óleo vegetal será o combustível do futuro.
A EBBC, a seu ver, poderá vir a substituir a Petrobras, pois o petróleo que existe hoje - como observou - será consumido nós próximos 30 anos. A maior parte do atual petróleo do mundo, disse o senador, está sob controle do exército norte-americano no Oriente Médio.
- Vamos levar ao presidente da República a proposta de criar uma empresa que será maior do que a Petrobras - disse Alberto Silva.
Segundo o senador, a plantação de dendê nas áreas já desmatadas da Amazônia e de mamona do semi-árido nordestino, além do girassol, criará empregos e abastecerá o Brasil e parte do mundo de energia.
O Brasil já conta, com observou o senador, com sementes que produzem dendê em três anos. Ele conclamou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) a ocupar a Amazônia para plantar dendê e outros vegetais, a partir dos quais se possa produzir óleo para o consumo interno e exportação. A ocupação da Amazônia por brasileiros, ressaltou, representará a defesa do Brasil em relação a possível invasão estrangeira.Alberto Silva também manifestou apoio à proposta da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de transferir 14 mil cargos de direção e assessoramento (DAS) para funcionários de carreira do Poder Executivo. Ele disse que a oposição não deve aproveitar as investigações da corrupção no PT e no governo para derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou para tentar acabar com o partido. Os corruptos devem ser punidos e o presidente Lula deve continuar a governar, disse ele.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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