Denúncia de doação das Farc ao PT movimenta debates na CCAI
Da Redação | 21/07/2005, 00h00
De acordo com a matéria, a doação teria sido negociada em uma reunião entre membros do PT e o falso padre Olivério Medina na fazenda Coração Vermelho, em Mato Grosso. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, declarou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não teria conhecimento dessa informação.
Para analisar as denúncias, foram realizadas diversas audiências públicas, tendo sido convidados a prestar esclarecimentos Jorge Armando Félix, o então diretor-geral da Abin Mauro Marcelo de Lima e Silva, o diretor-geral adjunto da agência, José Milton Campana, e o coronel da Polícia Militar Eduardo Adolfo Ferreira.
Embora alguns senadores e deputados tivessem defendido a criação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o assunto, a maioria dos integrantes da CCAI foi favorável a dar continuidade às investigações sem, no entanto, constituir uma CPI.
PicadeiroA comissão votou requerimento que solicita explicações do ex-diretor-geral da Abin Mauro Marcelo de Lima e Silva, por ter qualificado os integrantes da CPI dos Correios de "bestas-feras em pleno picadeiro", em mensagem eletrônica enviada aos funcionários daquele órgão. O fato determinou sua demissão. O ex-diretor manifestara seu desagrado pela convocação do agente Edgar Lange para depor na CPI, o que teria deixado o agente exposto e com sua carreira prejudicada.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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