Denúncia de doação das Farc ao PT movimenta debates na CCAI

Da Redação | 21/07/2005, 00h00

A denúncia de uma doação que teria sido feita ao PT pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi o principal tema de debate dos parlamentares integrantes da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI), presidida pelo senador Cristovam Buarque (PT-DF), no primeiro semestre de 2005. A denúncia, feita pelo deputado Alberto Fraga (PTB- DF), foi publicada pela revista Veja em março.

De acordo com a matéria, a doação teria sido negociada em uma reunião entre membros do PT e o falso padre Olivério Medina na fazenda Coração Vermelho, em Mato Grosso. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Félix, declarou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) não teria conhecimento dessa informação. 

Para analisar as denúncias, foram realizadas diversas audiências públicas, tendo sido convidados a prestar esclarecimentos Jorge Armando Félix, o então diretor-geral da Abin Mauro Marcelo de Lima e Silva, o diretor-geral adjunto da agência, José Milton Campana, e o coronel da Polícia Militar Eduardo Adolfo Ferreira.

Embora alguns senadores e deputados tivessem defendido a criação de uma comissão parlamentar de inquérito sobre o assunto, a maioria dos integrantes da CCAI foi favorável a dar continuidade às investigações sem, no entanto, constituir uma CPI.

Picadeiro

A comissão votou requerimento que solicita explicações do ex-diretor-geral da Abin Mauro Marcelo de Lima e Silva, por ter qualificado os integrantes da CPI dos Correios de "bestas-feras em pleno picadeiro", em mensagem eletrônica enviada aos funcionários daquele órgão. O fato determinou sua demissão. O ex-diretor manifestara seu desagrado pela convocação do agente Edgar Lange para depor na CPI, o que teria deixado o agente exposto e com sua carreira prejudicada.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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