CPI dos Bingos define calendário de trabalho

Da Redação | 21/07/2005, 00h00

A Comissão Parlamentar de Inquérito dos Bingos volta a realizar audiências públicas somente no dia 2 de agosto. Na próxima semana, os membros do colegiado irão dedicar-se ao cruzamento de informações contidas em documentos que serão entregues à CPI pela Polícia Federal, pela Caixa Econômica Federal (CEF), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Procuradoria-Geral da República. Também vão analisar cópias do volumoso relatório da CPI da Loterj, concluída no ano passado pela Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro e que apurou, entre outras denúncias, a utilização de casas de bingo na lavagem de dinheiro

O calendário de trabalho para o período de 2 a 11 de agosto está praticamente montado, mas depende da confirmação de alguns depoentes. É bem provável que, no dia 2, a partir das 10h,  a CPI ouça o ex-dirigentes da Gtech do Brasil, empresa que operava os sistemas de loteria da CEF. O depoimento mais esperado, entretanto, é o de Waldomiro Diniz, previsto para o dia 11. Ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil da Presidência da República, Waldomiro Diniz foi flagrado em gravação pedindo propina ao empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira.

O jornalista e ex-assessor de Carlinhos Cachoeira Mino Pedrosa também deverá depor no período de 2 a 11 de agosto. É que os membros da CPI querem saber se Carlinhos Cachoeira concedeu recursos para campanhas políticas ou se teve ligações com dirigentes de bingos. Em depoimento na semana passada à CPI, Cachoeira negou a existência de caixa 2 para campanhas.


Também deverão depor o atual presidente da CEF, Jorge Mattoso; o ex-assessor da Caixa e consultor da Loterj na época de Waldomiro, José Luiz Quintães; e o consultor Rogério Buratti. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)