Presidente diz que pesquisa sobre desarmamento é um indicativo do referendo
Da Redação | 20/07/2005, 00h00
- Eu vejo isso apenas como um indicativo. A campanha ainda vai começar, nós vamos conhecer ainda as instruções do Tribunal Superior Eleitoral sobre o referendo. O importante é fazer esse debate, dar visibilidade a ele, para que a gente possa ter, como conseqüência, soluções para o controle das armas no Brasil, dificultando sua circulação, dificultando a entrada em nossa tríplice fronteira e, principalmente, criando condições para melhorar o nosso sistema de segurança. Como está, não pode continuar.
Renan observou que o Brasil é campeão mundial em homicídios por arma de fogo. Disse que, no Brasil, morrem mais pessoas assassinadas por arma de fogo do que como vítimas do trânsito. "O Brasil é o único país onde isso acontece, portanto, temos que mudar essa realidade".
Na opinião do presidente, é muito provável que a proibição ajude a diminuir os índices de criminalidade. Ele entende que o Brasil não vai, com essa proibição, resolver todos os problemas de segurança pública, mas reduzirá os chamados crimes imotivados, isto é, aqueles que acontecem porque em sua raiz está a arma de fogo.
- São situações em que, se você tirar a arma de fogo daquela circunstância, provavelmente não vai haver um desfecho fatal. É isso sem dúvida que ajudará o Brasil, diminuirá as estatísticas e violência e fará com que o país tenha índices comparados com outros países do mundo, o que hoje lamentavelmente não temos - concluiu Renan.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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