Azeredo aponta paralisia do governo frente à crise

Da Redação | 20/07/2005, 00h00

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) apontou nesta quarta-feira (20) a paralisia do governo frente à crise instalada a partir das denúncias de corrupção. Na opinião do senador, que é presidente nacional do PSDB, o andamento de três comissões parlamentares de inquérito (CPIs) - a dos Correios, a dos Bingos e a do Mensalão - não justifica que o governo continue "de braços cruzados".

Azeredo disse que o jornal O Estado de S. Paulo também aponta, na seção "Notas&Informa;ções" um quadro de paralisia no Planalto, advertindo que, caso permaneça em seu imobilismo, o governo abreviará na prática sua administração.

Como exemplo da paralisia do governo, o senador informou que o Fundo de Telecomunicações (Fust) já acumula mais de R$ 4 bilhões sem atender um de seus objetivos que é a inclusão digital. Outros R$ 4 bilhões, disse o senador, arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), para investimento na malha rodoviária estão acumulados enquanto as estradas "desmoronam em buracos".

O parlamentar oposicionista lamentou que, por falta de iniciativa do governo, permaneçam distantes alvos estratégicos do desenvolvimento nacional. Ele indagou em que situação se encontram as proposições que tratam da reforma tributária, do saneamento básico e do parcelamento de débitos fiscais que permitiriam o acesso aos benefícios da nova Lei de Falências.

- Todas elas estão no limbo, do qual n~so se vê o fim - afirmou o senador.

Em aparte, o senador José Jorge (PFL-PE) também criticou a paralisia do Executivo e a reforma ministerial.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

MAIS NOTÍCIAS SOBRE: