Senadores começam a examinar documentos apreendidos em MG
Da Redação | 19/07/2005, 00h00
A CPI dos Correios recebeu nesta terça-feira (19) do Ministério Público de Minas Gerais e da Polícia Civil do estado 12 caixas de documentos apreendidos na região metropolitana de Belo Horizonte, na semana passada.
Os documentos estavam sendo queimados na casa de um ex-policial civil, irmão de um dos contadores do empresário Marcos Valério. A polícia estava atrás do ex-policial e os documentos foram encontrados por acaso.
Conforme o Ministério Público de Minas, fazem parte da documentação notas fiscais emitidas de 1998 a 2003 pela agência de publicidade DNA, do empresário Marcos Valério. Legalmente, ainda de acordo com promotores, os documentos mais recentes não poderiam ser destruídos, o que configura irregularidade passível de punição.
Nas caixas, existem faturas com beiradas queimadas. A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) e os senadores Antônio Carlos Neto (PFLBA) e Demostenes Torres (PFL-GO) foram os primeiros examinar os documentos.
Estão trabalhando para a CPI, na análise técnica de documentos, três auditores do Tribunal de Contas da União, um especialista do Banco Central e dois delegados da Polícia Federal, além e vários funcionários do Senado e da Câmara, a maioria com experiência em CPIs.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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