Agripino sugere deputado Raul Jungmann para presidência da CPI do Mensalão
Da Redação | 19/07/2005, 00h00
- Com o esquema de vigilância da sociedade e dos meios de comunicação, é impossível que alguém ouse ser faccioso. Na CPI dos Correios, por exemplo, confiamos no presidente Delcidio Amaral, mas acima de tudo, confiamos na sociedade, nos meios de comunicação e nos membros da comissão para investigar e apurar os fatos - enfatizou Agripino.
O senador lembrou ainda que foi um dos defensores da unificação das CPIs, porque o trabalho de todas elas vai "desaguar numa só vertente".
- Dividirmos as investigações em várias comissões parlamentares de inquérito é desperdício de energia desnecessária. Como nossa proposta não foi aceita, teremos uma trabalheira infernal. Mas vamos trabalhar para atender as expectativas da sociedade - afirmou.
José Agripino disse também que a indicação do presidente da CPI do Mensalão deveria ser, por rodízio, do Bloco da Minoria e não do governo ou decidida "no voto", como disse o líder do governo, Aloizio Mercandante (PT-SP).
Em aparte, o senador Aloizio Mercadante afirmou que jamais questionou o direito do Bloco da Minoria, mas que o regulamento determina que a presidência de CPI cabe à maioria de uma Casa e a relatoria ao maior partido da outra Casa.
- O que importa é que tenhamos um presidente equilibrado e um relator com bastante formação jurídica e capacidade para sustentar seu parecer na lei e no Regimento. É preciso apurar com rigor e tranqüilidade, sempre no amparo da lei. Mas se não tivermos acordo, iremos a voto - ressaltou Mercadante.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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