Papaléo diz que sociedade não acredita em investigações sobre corrupção

Da Redação | 18/07/2005, 00h00

O senador Papaléo Paes (PMDB-AP) afirmou nesta segunda-feira (18) que não há mecanismos eficientes que impeçam, em curto prazo, a ação dos corruptos. Na avaliação do parlamentar, a legislação brasileira e as ações do poder de polícia são falhas, passíveis de interferência política "a troco de vantagens" e têm diversos meios de procastinação. Tudo isso, disse o senador, leva o povo a não acreditar nas ações do poder público para investigar e punir os atos de corrupção.

- As pessoas entendem que somente os pobres é que vão para a cadeia. Os grandes e os ricos sempre encontram mecanismos para ficar fora das grades, o que é simplesmente lamentável - disse.

Papaléo acrescentou que a descrença da população aumenta mais quando as investigações sobre corrupção "acabam em pizza". Ele afirmou que o PT tem o dever ético e moral de punir pela exclusão todos aqueles que macularam a sua história, os seus discursos, a sua ideologia preconizada e a boa fé de seus militantes.

O senador destacou declaração do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista concedida no domingo (17), de que o partido deve tomar decisões necessárias e urgentes, mesmo que estas venham a desagradar alguns. O parlamentar pediu que o presidente e as CPIs contribuam para o esclarecimento das denúncias a fim de que sejam responsabilizados todos os culpados. Dessa maneira, disse, o país poderá voltar à sua normalidade política fortalecido e respeitado por todos.


Papaléo Paes foi aparteado pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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