Senado premia mulheres
Da Redação | 15/07/2005, 00h00
Ao celebrar o Dia Internacional da Mulher no último dia 10 de março, o Senado Federal premiou cinco mulheres com o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, ano de 2005. Foram agraciadas por terem se destacado na defesa dos direitos e interesses femininos as seguintes mulheres: Clara Charf, Maria da Penha Maia Fernandes, Palmerinda Donato, Roseli da Silva e Zilda Arns Neumann.
A presidente do Conselho Mulher Cidadã Bertha Lutz, senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), disse na sessão comemorativa que as cinco mulheres premiadas representam todas as mulheres brasileiras, "desde a mais humilde, que sofre por não saber se terá o pão do dia para dar a seus filhos, até as grandes cientistas de todas as instâncias do poder".
Para a senadora, a maior dificuldade ainda é combater a cultura de opressão à mulher que existe na sociedade. Ela frisou que essa cultura não pode ser alterada por nenhuma lei, apenas por um trabalho constante de conscientização.
O senador Paulo Paim (PT-RS) saudou as mulheres brasileiras citando o trabalho da doutora em História Maria Lúcia de Barros Mott, autora do livro Submissão e Resistência -A mulher na luta contra a escravidão, que enfoca a resistência feminina contra a escravidão e relaciona as mulheres que, embora tenham tido participação importante em diversos episódios da história brasileira e integrado a elite da época, são poucos conhecidas.
- Entre essas mulheres, estão Maria Ortiz, que lutou contra os holandeses; Bárbara de Alencar, que participou de movimentos contra os portugueses; e Antonieta de Barros, primeira deputada negra do país, eleita em 1935. Se quisermos realmente construir uma realidade onde a violência, o desrespeito, a intolerância, a discriminação e o preconceito sejam abolidos, temos que trabalhar em conjunto - afirmou.
Paim ainda dedicou aplausos especiais a uma das premiadas, a gari negra e gaúcha Rozeli da Silva. Ele contou que, um dia, Rozeli resolveu fazer algo pelas meninas que perambulavam pelas ruas de Porto Alegre e eram vítimas de violências diversas, além da gravidez precoce e do envolvimento dom drogas.
- Rozeli casou-se ao 11 anos de idade para fugir da violência nas ruas, mas acabou sendo vítima da violência doméstica. Em 1987, começou a trabalhar como gari nas ruas de Porto Alegre e, em 1996, criou o Centro Infantil Renascer, uma organização não-governamental que hoje atende 220 crianças carentes de 6 a 14 anos e suas famílias com atividades esportivas, culturais e profissionalizantes - relatou.Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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