Líder do PSDB defende Sigmaringa e Paulo Delgado
Da Redação | 15/07/2005, 00h00
O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio Neto (AM), defendeu, nesta sexta-feira (15), os deputados Sigmaringa Seixas (PT-DF) e Paulo Delgado (PT-MG), dizendo que são pessoas sérias e nada têm a ver com denúncias de corrupção ou saques suspeitos no Banco Rural do Brasília Shopping, em Brasília, um dos supostos locais de distribuição do mensalão.
Os dois deputados foram citados numa lista contendo os nomes de 67 políticos divulgada na quinta-feira (14) pelo líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ), e que inclui parlamentares petistas que estiveram no Banco Rural ou enviaram para lá empregados e assessores. Segundo o cruzamento de dados feitos por Rodrigo Maia e divulgados em primeira mão pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, essas visitas coincidiram com grandes saques de dinheiro em dias subseqüentes da empresa SMP&B;, de propriedade do empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do mensalão.
Antes da divulgação dessa lista, a informação era a de que somente deputados do PP, do PTB, do PL e do PMDB haviam estado na agência do Banco Rural do shopping.
Arthur Virgílio informou que telefonou para os dois deputados e que eles deram as seguintes explicações: Sigmaringa disse que sua empregada foi ao Banco Rural sacar R$ 400,00 de um trabalho que fez para fora, "um bico", segundo ele. Já Paulo Delgado foi uma vez ao banco para pagar cerca de R$ 2 mil pelos serviços de um armário embutido que comprou em Juiz de Fora (MG) e que preferiu pagar naquela instituição para facilitar a transferência do dinheiro para uma agência da cidade, onde mora o prestador de serviços.
Um dos assessores do gabinete de Paulo Delgado, que também foi ao banco, foi contratado pela Executiva do PT à revelia do parlamentar para trabalhar no seu gabinete, segundo contou Arthur Virgílio, mas o deputado não sabia que ele tinha ido ao Banco Rural e avisou que poderá demiti-lo se o funcionário estiver envolvido com alguma irregularidade.
O levantamento feito por Rodrigo Maia é válido, na avaliação de Arthur Virgílio, mas precisa ser melhor apurado para serem ressalvadas essas exceções e nomes homônimos que já foram encontrados entre empregados de parlamentares. O líder do PSDB disse, no entanto, que a denúncia é séria e feita com a melhor das intenções, e que há muitas coincidências entre visitas de parlamentares ao Banco Rural e saques de dinheiro da SMP&B.; O senador qualificou ainda esse excesso de visitas àquela instituição de "esquisito".
- Não quero defender ninguém ali da lista, mas esses dois (Sigmaringa e Delgado), sim. Sigmaringa está muito abatido e ofendido, ele não é de forma nenhuma leviano. E não consigo ver Paulo Delgado metido nisso nem em nada parecido - concluiu Arthur Virgílio.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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