José Jorge defende construção de gasoduto no Nordeste

Da Redação | 14/07/2005, 00h00

O senador José Jorge (PFL-PE) afirmou nesta quinta-feira (14) que o anúncio do adiamento da construção do gasoduto Gasene pela Petrobras poderá inviabilizar a produção energética da região nordestina, pois a atual crise política vivida pelo governo boliviano torna imprevisível o fornecimento de gás natural por meio do gasoduto Brasil-Bolívia. O Gasene, cuja conclusão era prevista para este ano, interligaria os estados nordestinos com os da região Sudeste.

- O Brasil tem atualmente uma demanda de 38 milhões de metros cúbicos por dia. Desses, 24 milhões são supridos pela Bolívia. No Nordeste, a demanda atual é de 10 milhões de metros cúbicos por dia, ou seja, cerca de 25% da demanda total do Brasil. Esse quadro agrava a dependência nacional do fornecimento desse insumo energético por um único fornecedor externo, a Bolívia, e com o custo em moeda estrangeira, o dólar - afirmou o senador.

José Jorge anunciou que a discussão sobre a construção do Gasene será retomada na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) e que será formado um grupo de parlamentares favoráveis à conclusão da obra. Uma das soluções complementares para o suprimento de gás no Nordeste, na avaliação do senador, seria a importação de gás liquefeito a partir da instalação de um terminal de re-gaseificação no porto de Suape, em Pernambuco. 

- Essa opção se mostra tecnicamente adequada e não exclui o projeto do Gasene. Ela pode ser implantada com rapidez e com economia de custos. O potencial energético das principais fontes de energia do Nordeste, como o Rio São Francisco, já foi muito explorado. E a região apresenta um aumento no consumo de energia acima da média nacional - frisou José Jorge.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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