Magno Malta defende apuração de denúncias
Da Redação | 13/07/2005, 00h00
O senador Magno Malta (PL-ES) afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não estaria vivendo a atual crise política se os trabalhos de investigação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos não tivessem sido impedidos no ano passado, quando o parlamentar propôs a criação do colegiado para investigar as denúncias de corrupção que envolvem o empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e o ex-assessor para Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz. Os trabalhos da comissão terão início hoje, às 11h30, com o depoimento de Cachoeira, que será o primeiro a prestar esclarecimentos aos senadores da comissão. Ainda não foi marcada a data para o depoimento de Diniz.
- A CPI dos Bingos já deveria ter acontecido desde quando eu a propus. Imagino até que se ela não tivesse sido abafada, o governo não teria chegado aonde chegou. A perspectiva de agora é que as coisas se esclareçam para ambas as partes, tanto para a opinião pública como para quem está sendo acusado. A CPI é o melhor fórum para se debaterem essas questões. É preciso investigar, inocentar quem é inocente e condenar quem precisa ser condenado - avaliou Magno Malta.
Cachoeira seria o responsável pela gravação da fita de vídeo em que Diniz aparece cobrando propinas do empresário, o que gerou a primeira crise do governo Lula. A CPI dos Bingos foi criada no Senado com o objetivo de investigar a utilização das casas de bingos na lavagem de dinheiro e a relação dessas empresas com o crime organizado. Os trabalhos da comissão, que não foram iniciados no ano passado porque lideranças partidárias não indicaram os integrantes da CPI, foram retomados em função de recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu à minoria o direito de investigar a ocorrência de supostas práticas de corrupção.Mais informações a seguir
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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